• Nome espanhol: √Āguila Pescadora
  • Nome Ingl√™s: Osprey
  • Nome cient√≠fico: Pandion haliaetus
  • Fam√≠lia: Pandionidae

Osprey o águia-pesqueira (Pandion haliaetus), também conhecida como halieto, guincho ou falcão de peixe, é uma espécie de ave accipitriforme da família Pandionidae.

√Č uma ave de rapina de tamanho m√©dio, ocorrendo em todos os continentes, exceto na Ant√°rtica, embora na Am√©rica do Sul seja apenas uma ave migrante sem ninho.

Reino das aves, Osprey o √Āguila Pescadora, Pandion Haliaetus 1

Algumas classifica√ß√Ķes o colocam como o √ļnico membro do g√™nero Pandion, enquanto outras consideram uma segunda esp√©cie dentro deste g√™nero, Pandion cristatus.

Características da ave águia-pesqueira Osprey

A águia-pesqueira foi uma das muitas espécies descritas por Charles Linnaeus em sua obra do século XVIII, Systema naturæ, e nomeada Falco haliætus.

O g√™nero Pandion, o √ļnico membro da fam√≠lia Pandionidae, foi descrito pela zo√≥loga francesa Marie Jules C√©sar Savignyen 1809 e nomeado em homenagem ao m√≠tico rei grego, Pandion.

A √°guia-pesqueira difere em v√°rios aspectos de outras aves de rapina diurnas. Seus dedos s√£o de comprimento igual, seus tarsi s√£o reticulados e suas garras s√£o arredondadas.

As √°guias-pesqueiras e as corujas s√£o as √ļnicas aves de rapina cujo dedo do p√© externo √© revers√≠vel, permitindo-lhes agarrar as presas com dois dedos dos p√©s √† frente e dois atr√°s. Isto √© particularmente √ļtil na captura de peixes escorregadios.

Descrição da ave águia-pesqueira

A águia-pesqueira tem entre 52 e 60 centímetros de altura, com uma envergadura de asas entre 152-167 cm. Partes superiores marrom escuro e partes inferiores brancas, manchadas com manchas escuras, com uma máscara escura nos lados da cabeça.

Com uma cauda longa e estreita e asas angulares, é fácil de identificar. Tem penas alongadas na nuca que formam uma crista que muitas vezes se cerda.

Os juvenis podem ser identificados pelas manchas marrons claras em sua plumagem e, em geral, por um tom mais p√°lido.

Os Osprey machos adultos podem ser distinguidos das Osprey fêmeas por seus corpos mais finos e asas mais estreitas. São fáceis de distinguir quando se vê um par, mas não tanto com indivíduos solitários.

Distribuição da ave Osprey

Esta é uma espécie praticamente cosmopolita, uma das aves de rapina mais amplamente distribuídas no mundo.

As popula√ß√Ķes do norte s√£o migrat√≥rias (ninho boreal e invernada austral), enquanto as mais meridionais tendem a ser sedent√°rias.

A distribuição é característica de cada subespécie, com P. haliaetus carolinensis e P. haliaetus ridgwayi sendo nativos do Novo Mundo, enquanto P. haliaetus haliaetus e P. haliaetus cristatus têm seus nichos ecológicos no Velho Mundo.

Assim, P. haliaetus haliaetus nidifica no Palearctic (Eur√°sia) e invernos na √Āfrica e nas costas do Oceano √ćndico.

Reino das aves, Osprey o √Āguila Pescadora, Pandion Haliaetus 1

P. haliaetus carolinensis nidifica no Canadá e nos Estados Unidos, migrando para a América do Sul até o Chile e a Argentina. P. haliaetus ridgwayi e P. haliaetus cristatus tendem a não migrar, habitando o Caribe e a Australásia, respectivamente.

PANDION HALIAETUS NA EUROPA

A maioria das águias-pesqueiras européias, da subespécie Pandion haliaetus haliaetus haliaetus, inverno em países como Serra Leoa, Senegal ou Gana.

As aves adultas atravessam o Mediterr√Ęneo, e as mais jovens seguem a costa por uma rota mais longa, mas que lhes permite descansar um pouco.

A maior parte da invernada das águias-pesqueiras na Andaluzia ocorre nas províncias de Huelva (Paraje Natural de Marismas del Odiel, embora também tenham sido observados espécimes no Paraje Natural de las Marismas de Isla Cristina), Cádiz (Baía de Cádiz e reservatórios interiores) e alguns espécimes na província de Málaga Paraje Natural de la Desembocadura del Guadalhorce.

Na Península Ibérica, a águia-pesqueira foi extinta como espécie reprodutora em 1983.

Devido a esta situa√ß√£o e √† fragmenta√ß√£o da popula√ß√£o na bacia do Mediterr√Ęneo, a Junta de Andaluc√≠a, em colabora√ß√£o com a Esta√ß√£o Biol√≥gica de Do√Īana e a Funda√ß√£o Migres, iniciou um programa para a reintrodu√ß√£o da esp√©cie em 2003 em C√°diz e 2004 em Huelva.

Os filhotes de √°guia Ospray

Durante este projeto, quase duzentos filhotes de √°guia foram soltos nas prov√≠ncias de Huelva e C√°diz de pa√≠ses doadores (Esc√≥cia, Alemanha e Finl√Ęndia).

O projeto deu seus primeiros frutos em 2009 com o estabelecimento do primeiro casal reprodutor na província de Huelva (Paraje Natural Marismas del Odiel).

Desde ent√£o e at√© 2014, a popula√ß√£o de √°guias-pesqueiras aumentou com muito sucesso, contando naquele ano com um total de sete pares reprodutores em C√°diz e cinco em Huelva com oito filhotes neste √ļltimo.

Em mar√ßo de 2011 veio √† luz um plano para fazer o mesmo no Principado das Ast√ļrias, e a esp√©cie foi recentemente considerada recuperada na Andaluzia.

A popula√ß√£o do Mar Mediterr√Ęneo est√° em uma situa√ß√£o cr√≠tica, embora relativamente est√°vel. Entretanto, a recente coloniza√ß√£o da popula√ß√£o andaluza aumenta a estabilidade e a probabilidade de sobreviv√™ncia da popula√ß√£o mediterr√Ęnea.

A melhor popula√ß√£o do Mediterr√Ęneo encontra-se na costa do Parque Nacional Al Hoceima, no Marrocos, embora existam tamb√©m popula√ß√Ķes importantes nas Ilhas Baleares e na C√≥rsega.

O que come a osprey?

√Č uma ave particularmente bem adaptada √† sua dieta de peixes. Tem pernas fortes, com escalas que facilitam a preens√£o das presas, e pregos longos e curvos. Pode fechar suas narinas para impedir a entrada de √°gua durante os mergulhos.

Ela localiza suas presas do ar, muitas vezes pairando antes de mergulhar com suas pernas na frente para capturar o peixe. Quando volta ao ar, ele coloca a cabeça do peixe na sua frente, para reduzir o atrito aéreo.

As escamas nas pernas e pregos são tão eficazes que às vezes a águia não consegue soltar um peixe que é muito pesado. Isto pode fazer com que a ave caia na água, onde ela nada até a costa ou morre por hipotermia ou afogamento.

Reprodução da ave águia-pesqueira

As √°guias-pesqueiras vivem perto da √°gua, em margens rochosas e ao redor de lagos. O ninho √© uma grande plataforma de paus constru√≠da em √°rvores, penhascos rochosos, postes telef√īnicos ou plataformas artificiais. Eles geralmente reutilizam seu ninho todos os anos e mant√™m o mesmo par durante toda sua vida.

Na primavera, por volta do m√™s de maio, come√ßa o cortejo, que consiste em uma s√©rie espetacular de v√īos acrob√°ticos sobre o ninho, subindo a grandes alturas e depois fazendo um mergulho quase at√© o ch√£o.

O par tamb√©m realiza v√īos conjuntos, com persegui√ß√Ķes r√°pidas entre as √°rvores ao redor do ninho. O resultado √© uma ninhada de dois ou tr√™s ovos, dependendo da idade da f√™mea, que ser√° incubada por cerca de cinco semanas.

Os ovos s√£o brancos, com abundantes manchas marrons escuras, aproximadamente do tamanho de um ovo de galinha.

Durante a incuba√ß√£o, realizada quase exclusivamente pela f√™mea, o macho √© o √ļnico que fornece presas. O macho comer√° primeiro, deixando o resto para a f√™mea e os filhotes. Os filhotes estar√£o prontos para voar cerca de 55 dias ap√≥s o nascimento.

A expectativa média de vida de uma águia-pesqueira é de 20 a 25 anos.

SUBSPECIES

São conhecidas quatro subespécies de Pandion haliaetus:

  • Pandion haliaetus haliaetus haliaetus – Palearctic; invernada na √Āfrica do Sul, na √ćndia e nas Filipinas.
  • Pandion haliaetus carolinensis – Vive no ver√£o boreal no Canad√° e nos Estados Unidos, onde se reproduz. Escapa do inverno boreal, indo para o sul. Embora a maioria dos indiv√≠duos esteja concentrada no norte do Equador naquela √©poca, muitos chegam ao Peru, Bol√≠via, Brasil e at√© mesmo Chile, Uruguai e Argentina, onde um estudo indica um aumento gradual dos avistamentos da subesp√©cie nos √ļltimos anos, indicando a presen√ßa de algumas dessas aves ao longo do ano austral, concluindo que ¬ęP. h. carolinensis deve ser considerado um visitante regular ao norte da Argentina¬Ľ. Da mesma forma, embora os avistamentos no Chile sejam comparativamente escassos em rela√ß√£o a outras esp√©cies de ave de rapina, eles s√£o regulares e tamb√©m ocorrem durante o inverno austral, chegando pelo menos √† prov√≠ncia de Valdivia. Algumas popula√ß√Ķes norte-americanas migram para os territ√≥rios do sul dos Estados Unidos e passam o inverno na Fl√≥rida e Calif√≥rnia, enquanto os indiv√≠duos nidificam, por exemplo na Fl√≥rida, migram durante o inverno boreal para a Am√©rica do Sul, para √°reas como o Lago Maracaibo (Venezuela), o Rio Magdalena (Col√īmbia) ou a bacia do Rio Amazonas.
  • Pandion haliaetus ridgwayi – Caribe (incluindo Bahamas, Cuba e Belize).
  • Pandion haliaetus cristatus – de Celebes e Java a Nova Guin√©, Austr√°lia e Nova
  • Caled√īnia. Algumas vezes considerada uma esp√©cie distinta.
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