A Profepa tem, entre outras tarefas, a atribui√ß√£o de verificar o cumprimento da legisla√ß√£o ambiental, atrav√©s de a√ß√Ķes de inspe√ß√£o e vigil√Ęncia com o objetivo de conservar e proteger a vida selvagem em territ√≥rio nacional.

Entre os relatos de avistamentos que s√£o feitos est√£o r√©pteis, aves ou mam√≠feros, como ursos, felinos, gamb√°s ou o √ļnico capaz de voar, o morcego.

Morcegos, os √ļnicos mam√≠feros voadores

Os morcegos pertencem √† Ordem Chiroptera, que em grego significa ¬ęm√£o alada¬Ľ (cheir mano, e pteron ala) e fazem parte do grupo de mam√≠feros que se caracterizam, entre outras coisas, por ter cabelo, alimentar seus filhotes com leite e ter dentes diferenciados de acordo com sua fun√ß√£o.

Eles s√£o os √ļnicos mam√≠feros capazes de se sustentar em v√īo, porque seus dois membros superiores, semelhantes √†s nossas m√£os, foram modificados de tal forma que os dedos s√£o muito mais longos e t√™m uma fina membrana flex√≠vel entre eles que forma a asa.

Os Morcegos s√£o P√°ssaros

Outra caracter√≠stica importante √© seu sistema de ecolocaliza√ß√£o, que lhes permite orientar-se no escuro emitindo sons ultra-s√īnicos que saltam dos obst√°culos, sendo o ressalto captado pelos ouvidos e dando-lhes uma id√©ia do que est√° ao seu redor.

A ecolocalização permite que os morcegos percebam seu entorno com muita precisão, mesmo na escuridão total.

Gra√ßas a esta caracter√≠stica, os morcegos t√™m sido capazes de conquistar e fazer um √≥timo uso do c√©u noturno, desempenhando √† noite praticamente todas as fun√ß√Ķes que as aves desempenham durante o dia.

Distribuição e habitat

Com mais de 1.100 espécies, os morcegos são a segunda ordem de mamíferos mais diversificada do mundo, depois dos roedores.

H√° uma grande diversidade e eles se distinguem por suas formas faciais, cor, tamanho e pelos alimentos que consomem.

Este grupo √© quase cosmopolita na distribui√ß√£o, ocupando diferentes habitats, desde regi√Ķes ao n√≠vel do mar at√© montanhas altas. Tradicionalmente, a ordem Chiroptera foi dividida em duas subordens: Megachiroptera e Microchiroptera.

A subordem Megachiroptera é a exceção ao nosso conceito comum de morcegos, pois são espécies que voam durante o dia e dormem à noite.

Os Morcegos s√£o P√°ssaros

Estas megachiroptera incluem as chamadas ¬ęraposas voadoras¬Ľ e seus parentes, esp√©cies que habitam a √Āsia tropical, Oceania, Austr√°lia e √Āfrica, e s√£o caracterizadas por seu tamanho m√©dio a grande, de at√© 1,20 metros da ponta da asa √† ponta da asa, e uma face desgrenhada na maioria delas.

A diferença entre as duas subordens é tal que os cientistas ainda estão tentando descobrir se eles fazem parte do mesmo grupo ou se eles só têm uma forte semelhança em suas estruturas de asa.

O Brasil abriga apenas a Microchiroptera e existem aproximadamente 138 espécies de quiroptera, tornando-o o quinto país mais biodiversificado do mundo, superado apenas pela Indonésia (209 espécies), Venezuela (154), Peru (152) e Brasil (146).

Eles estão distribuídos em todo o mundo, com exceção de algumas ilhas e dos pólos. Eles utilizam uma grande diversidade de habitats para descanso e alimentação, tais como florestas e bosques, áreas tropicais primárias ou regeneradas, e algumas espécies se adaptaram bem às áreas urbanas.

Os Morcegos s√£o P√°ssaros

Alimentando

Das 138 espécies de mamíferos relatadas para o Brasil, três quartos das espécies de morcegos brasileiros (cerca de 100) se alimentam de insetos, 20 de frutas, 12 de néctar e pólen de flores, três ingerem sangue e mais quatro comem a carne de pequenos vertebrados, desde peixes até mamíferos.

H√°bitos

Os morcegos s√£o silenciosos e realizam suas atividades √† noite. Eles s√£o animais muito sociais, freq√ľentemente compartilhando seus poleiros (geralmente cavernas e cavernas) com milhares ou mesmo milh√Ķes de seus companheiros morcegos.

  • Estes mam√≠feros s√£o de vida extremamente longa. Muitas esp√©cies de morcegos pequenos (4 a 10 gramas) vivem h√° mais de 25 anos.
  • Entre as muitas maravilhas dos morcegos est√° a capacidade de v√°rias esp√©cies de morcegos pequenos de viverem por mais de 25 anos.
  • Entre as muitas maravilhas dos morcegos est√° a capacidade de v√°rias esp√©cies temperadas de reduzir seus sinais e processos vitais.
  • Isto ocorre a um grau que lhes permite sobreviver aos rigorosos invernos, pois seu gasto energ√©tico √© m√≠nimo e s√≥ aumenta at√© a primavera seguinte.

Quando chega o mês de novembro, os morcegos procuram um abrigo silencioso e hibernam. O problema não são as baixas temperaturas, mas a possibilidade de conseguir alimentos suficientes para sobreviver, e no inverno os insetos desaparecem.

Para enfrentar com sucesso a hiberna√ß√£o, o taco precisa acumular 30% de seu peso sob a forma de gordura subcut√Ęnea durante o outono.

Este tipo de estado letárgico pode ser regulado pelo próprio morcego, que, se perturbado, através de um processo de reativação metabólica, acordará e se moverá. No entanto, ela consumirá suas reservas de gordura.

Os Morcegos s√£o P√°ssaros

Import√Ęncia ecol√≥gica

Os morcegos, devido à sua grande diversidade, têm um grande impacto ecológico em diferentes níveis das comunidades que formam.

1.- Polinizadores

Foi estimado que os morcegos são polinizadores de pelo menos 500 espécies de 96 gêneros vegetais e atuam como dispersores eficientes de pólen, contribuindo assim para a reprodução e estrutura populacional das espécies que polinizam.

2.- Dispersores de sementes

Os morcegos são as sementes mais importantes que dispersam os mamíferos nos trópicos devido a sua capacidade de voar.

Elas contribuem para a propagação de muitas espécies vegetais muito importantes dentro das cadeias alimentares destes ambientes.

Estima-se que nas regi√Ķes tropicais, elas dispersam 2 a 8 vezes mais sementes do que as aves, o que as torna elementos fundamentais na regenera√ß√£o natural das florestas.

3.- Controle da população de insetos:

Entre os morcegos há uma grande diversidade de espécies insetívoras, eles são os principais consumidores de insetos noturnos e juntos consomem dezenas de toneladas deles diariamente.

Algumas esp√©cies consomem entre 50 e 150 % de seu peso corporal por noite, regulando as popula√ß√Ķes destes invertebrados nos ecossistemas tropicais.

4.- Criadores de nicho

Muitas espécies de morcegos vivem em cavernas ou grutas e com sua atividade diária geram novos nichos ecológicos que são habitados por comunidades de invertebrados.

Espécies hematófagas

Três espécies de morcegos em nosso país, que representam apenas 2,19% do total, se alimentam de sangue; em outras palavras, eles se qualificam amplamente como vampiros. O morcego vampiro de pernas peludas ou com dupla proteção (Diphylla ecaudata) e o morcego vampiro de asas brancas (Diaemus youngi) como o sangue dos pássaros e se esgueiram para cima deles entre os galhos onde eles empoleiram-se.

Eles trazem cautelosamente seus incisivos afiados junto aos tarsi posteriores das aves e fazem uma pequena ferida, da qual lambem o sangue de que necessitam.

Este modo de vida envolve s√©rias modifica√ß√Ķes do sistema digestivo, j√° que o sangue n√£o √© f√°cil de digerir devido ao seu alto teor de ferro, e o excesso de √°gua deve ser rapidamente reduzido, caso contr√°rio os sucos digestivos n√£o fariam seu trabalho.

A outra esp√©cie, o vampiro comum (Desmodus rotundus) chiropteran, escolheu alimentar-se do sangue de mam√≠feros maiores. Este modelo avan√ßado de morcego √©, como todos os morcegos, √°gil em v√īo, mas tamb√©m √© capaz de andar, mover-se com l√ļpulos discretos, rastejar em fendas estreitas e, quando chega a hora, pular em tempo h√°bil.

Seus dentes incisivos robustos e afiados arrancam um pequeno peda√ßo de pele, enquanto sua saliva tem uma subst√Ęncia anticoagulante, que permite que o sangue flua corretamente enquanto o morcego termina seu banquete.

Dessas três espécies de morcegos hematófagos, o morcego vampiro comum (Desmodus rotundus) é o mais comum e abundante.

Os morcegos hematófagos são observados somente na América Latina, na região entre o Brasil, México e a Argentina.

Esta esp√©cie n√£o tolera climas frios e n√£o √© encontrada em lugares onde a temperatura ambiente m√©dia √© inferior a 10¬ļ Celsius.

Por que o morcego não é um pássaro?

Como a maioria dos mam√≠feros, inclusive humanos, os morcegos t√™m pelo, crescem no √ļtero, nascem vivos e se alimentam do leite materno. Os morcegos pertencem a um grupo especial de mam√≠feros voadores chamado chiroptera.

O que as aves e os morcegos têm em comum?

As asas das aves e dos morcegos são análogas Рou seja, suas origens evolutivas são independentes, mas são superficialmente semelhantes porque evoluíram para desempenhar a mesma função. As analogias são o resultado de uma evolução convergente.

Categorías: Tucano

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